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Mexa-se para evitar o estresse

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Por Yasmin Barcellos
http://bemstar.globo.com

As pressões e os desafios no trabalho, o trânsito cada vez pior, a violência urbana, problemas em família, falta de dinheiro são questões cada vez mais comuns e presentes na vida de todos nós.

Tudo isso, aliado a uma falta de consciência da necessidade de se criar hábitos saudáveis, como se alimentar bem, dormir o suficiente e praticar atividades físicas contribuem para que o estresse afete um número cada vez maior de pessoas.

Em um nível elevado, o estresse produz efeitos nocivos na vida emocional e profissional do ser humano. Diversas pesquisas indicam que, quando excessivo, o estresse pode levar a dificuldade de concentração, cansaço mental, indiferença emocional, agressividade, incapacidade de relaxar, perda de memória imediata e apatia. Pode também prejudicar a criatividade e a produtividade, provocar crises de ansiedade, depressão, diminuição da libido e problemas orgânicos, afetando o sistema imunológico e prejudicando o bom funcionamento das defesas do corpo.

Diversos estudos científicos comprovam os benefícios para o organismo proporcionados pela prática regular de atividade física e que ela ajuda a combater o estresse. A concentração necessária para a prática do exercício ajudam as pessoas que o praticam a se desligarem por algum tempo das preocupações e angústias. O ato de se exercitar produz ainda uma série de benefícios psicofisiológicos por meio da liberação de certos hormônios produzidos pelo organismo. A adrenalina (epinefrina) age na redução do estresse, o cortisol atua como anti-inflamatório, o glucagon aumenta a quantidade de glicose no fígado, o GH (hormônio do crescimento) transmite bem-estar e a endorfina produz a sensação de prazer e melhora a qualidade do sono. Por isso não fique parado.

Os exercícios, além de fazerem bem ao corpo, também fazem bem para a mente. Diminuem a ansiedade e a depressão, melhoram o humor, aumentam a sensação de bem-estar e elevam a autoestima.

O que você está esperando para começar a se mexer?

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Radicais Livres e Exercícios Físicos

Os radicais livres são formados em um cenário de reações de óxido-redução. O desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a remoção dos mesmos pelo sistema de defesa antioxidante é chamado de estresse oxidativo.

O estresse oxidativo ocorre quando essas substâncias são produzidas em excesso devido a processos fisiológicos ou fatores ambientais, e não há antioxidantes disponíveis para combatê-las e devido a isso podem ocorrer danos moleculares às estruturas celulares e consequentemente alteração do funcionamento e prejuízo às funções vitais de órgãos e tecidos, levando à formação de rugas, doenças como o câncer, aterosclerose, diabetes entre outras.

Estilo de vida inadequado e hábitos como tabagismo, etilismo e dieta inadequada e até mesmo o exercício físico realizado de forma intensa estão ligados ao estresse oxidativo.

O exercício físico intenso está associado ao estresse oxidativo devido ao aumento no consumo de oxigênio pelos tecidos e outros fatores biológicos que ocorrem durante a atividade. Esse estresse oxidativo durante o exercício físico pode levar o atleta à fadiga, danos musculares e diminuição do desempenho físico. Já o exercício regular pode resultar em aumento da capacidade antioxidante, protegendo as células contra os efeitos deletérios provocados pelo estresse oxidativo.

Antioxidantes são substâncias que retardam a oxidação causada pelos radicais livres, inibindo-os e por esse papel importante pode prevenir os danos causados pelos radicais livres ao organismo.

Atualmente há um grande interesse por parte de pesquisadores em esclarecer a influência de micronutrientes sobre o estresse oxidativo na atividade física, com a intenção de minimizar os efeitos prejudiciais do excesso de espécies reativas de oxigênio e melhorar a capacidade antioxidante dos atletas através da adequação do estado nutricional em micronutrientes.

Conforme estudo dos mesmos autores, o mecanismo de ação dos antioxidantes permite classifica-los como antioxidantes de prevenção por impedirem a formação dos radicais livres, como antioxidantes varredores por impedirem o ataque de radicais livres às células, e até mesmo antioxidantes de reparo, pois favorecem a remoção de danos à molécula de DNA e a reconstituição das membranas celulares danificadas.

Exemplos de algumas substâncias que são potentes antioxidantes: picnogenol, quercetina, resveratrol, alguns minerais como o zinco, selênio e ferro, vitaminas como a A, C, B2 e E, carotenóides e bioflavonóides.

Texto Adaptado por Dra. Karla Emanuele de Oliveira - Farmacêutica Chlorantha Farmácia de Manipulação